- Por que estais felizes, filhos das terras inférteis? Que encontrastes em vossa vida de tão belo que possa valer a dúvida de ver o Sol amanhã?
Estais cingidos de injustiça dos reis. Estais a morrer de afrontas. Como cantais as canções dos livres?
A ansiedade de Lykourgos lhe subiu a voz. Não se assustaram tanto aqueles moradores de lugar nenhum. Parece que não tinham o medo como uma das suas sensações mais próprias. Lykourgos já fora dominado pelo medo de sua existência não lhe valer a pena.
- Por fora tu és forte, mas por dentro te assustas a ti mesmo. Tu és teu maior temor. Falou uma mulher dentre o grupo, como se conhecesse o caçador a muito tempo. Em uma sucessão de acontecimentos inesperados, ouviu-se um som como de um terremoto. Eram os cavaleiros de Odoacro IV. Conhecidos como emissários do rei, entregavam as suas espadas ao sangue.
Gritos de guerra ecoaram da floresta, porém, os mártires não fugiam, não evitavam. Ajoelharam-se num gesto de paz, esperando o fio da espada. Não pareciam morrer. Ao contrário deles, o caçador fugiu com sucesso, assistindo mais uma violência sem sentido. E o sentido fugiu de sua mente mais uma vez.
- Será que a vida tem sentido? Será tão bom aceitar que a morte faz parte de nós? Lykourgos não conseguia aliar o que sentia seu coração e o que viam seus olhos continuamente. Entregou-se aos dias um após o outro. Vivendo em um mundo dentro de si... Com cicatrizes da guerra com suas caças. Viu nascerem e morrerem reinos. E encontrou um belo lugar na aldeia de Shabath, onde conheceu uma bela jovem que nunca conheceu os mundos além dos pastos e seu pai.
- Hoje, a vila de Shabath é a sociedade onde vós estais E eis aqui o próprio diante de vós! Sou Lykourgos e vivo. Vós estais presos com correntes de ferro, e vosso escambo maltrata minha vista. Podeis sair.
Então, Adonis e os dois irmãos saíram de lá como que constrangidos, quem sabe gostariam de receber suas cicatrizes...
Ao saírem os jovens da sala, Lykourgos permaneceu ali sozinho, pensando consigo mesmo sobre uma coisa que ouviu escondido em meio a todo aquele terror. Uma mulher, que parecia em estado de plena paz, sussurou com alegria caindo sobre o próprio sangue: Jesus

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Todos os relacionamentos caracterizam-se como relacionamentos, se, e somente se houver elementos de mediação. Algo que seja capaz de aproximar duas ou mais partes por um interesse comum. Neste sentido, podemos entender melhor a palavra religião, do latim religare, que significa refazer um contato outrora perdido. No presente caso é religar o contato do homem com o sagrado e a divindade. É por isso que toda a religião carece de um meio pelo qual possa estabelecer uma conexão com o ser divino, pressupondo que há um afastamento que demanda a “re-ligação”.

Saibamos de uma coisa: Todo ser humano possui um desejo que lhe move. Entender nossos desejos é a chave para não nos frustrarmos dando lugar aos desejos secundários, fragmentadores do nosso ser. Precisamos dar lugar a um desejo diferente do que a nossa natureza carnal (leia-se: pecado) quer. Esse desejo se encontra na verdadeira humanidade que Deus criou, representada no Éden. E viu que o resultado da criação era muito bom, até que nós (seres humanos) demos lugar a um desejo contrário, que se tornou em morte quando pecamos e nos desligando do ser divino.
O relacionamento humano com Deus, desde esse momento, passou a ser compreendido a partir de maus óculos. Portanto, transferimos os desejos menos importantes de nosso ser para o centro da nossa religiosidade e de nossa vida como um todo. Não demorou para que fossem criados “deuses secundários”, que traduzem o medo, a culpa, a maldade, a inveja, o orgulho, e todas as negatividades humanas foram transferidas para estas divindades, o que reflete mais o relacionamento do homem com demoníaco de que com o divino. Isso tudo para que o homem pudesse encontrar-se novamente com Deus. Frustrante... Os homens se enganaram em todo lugar. Ainda que Deus não tenha deixado de querer mostrar sua face, ninguém conseguiu enxeregá-la olhando para cima, pois ela desceu do vertical para o horizontal, se pôs defronte ao homem, e ele a negou, no próximo a quem negou a mão, e depois, no Jesus a quem negou se entregar. Então Jesus se entregou...
Quando os homens vislumbraram a face de Deus em Jesus, sua revelação mais plena, ficaram inconformados com esta re-ligação que veio à Terra num cavalheirismo divino. Disseram não à mão que Deus estendeu. Logo então, continuaram a fazer do jeito deles, tentando alcançar o céu com suas próprias mãos. Não entenderam que Jesus é a realização do seu maior desejo inerente, uma porta para entrar a Deus, e fazer dele casa e hóspede ao mesmo tempo. O instrumento que Deus usa para se relacionar com o homem sempre será o amor, que nunca poderemos entender, e sempre teremos a chance de experimentar.

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Existia uma história não pouco famosa sobre como surgiu a “sociedade” e os três alunos daquela sala a conheciam vagamente, e não estavam muito interessados em ouvir. Adonis tentou lembrar-se das melodias doces que ouvira na cidade de Leocádia, assim talvez pudesse agüentar as palavras “paroleiras” de seu mestre. Gyuri e seu irmão mais novo, Abisur, ao contrário de Adonis, estavam muito interessados em ouvir o que o sábio mestre lhes contaria.
O líder-mor começou a contar:
- No dia que os céus derramaram sua mais impetuosa chuva sobre as terras altas, um jovem de nome Lykourgos se deparou com um grupo de dissidentes da ordem de Odoacro IV, que estavam em uma floresta. Eles acamparam perto da margem de um pequeno rio de águas agitadas. O número dos dissidentes era pequeno. Estavam em dez. Entre eles, três mulheres.
Lykourgos estava cansado de suas peregrinações pelas terras médias, sempre impiedosas em todas as estações do ano, aventurou-se então nas terras altas e buscava algo que lhe tragasse a solidão, a qual lhe preenchia de vazio.
A solidão do jovem caçador não era por acaso. Para ele, liberdade e prisão muitas vezes se confundiam 1. O jovem aventureiro na verdade não conseguia fixar-se em lugar algum e nem viver em comunidade, ainda que fosse viajando pelo mundo, assim, vivia insatisfeito e não discernia o que gerava isso. No entanto, algo lhe chamou a atenção: - Por que essa gente que não tem nada está tão unida e feliz em uma situação dessas. (isso porque Odoacro IV empreendeu uma violenta perseguição a todos os rebeldes com punições exemplares que menores de 18 anos jamais deveriam ver).
Era intrigante e estranho o fato daquelas pessoas parecerem tão satisfeitas com uma perseguição em suas costas. Eles formavam algum tipo de sociedade improvisada. O jovem Lykourgos, ao contrário de todos eles era livre desse fardo de perseguição, mas não ostentava um semblante alegre como aqueles a quem encontrou.
De todo modo, ser um astuto caçador fez com que Lykourgos pudesse observá-los sem ser percebido.
Depois de algum tempo espionando, o caçador se levantou impaciente e foi m direção ao grupo...




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Abisur. "meu pai (é) muralha
Adonis. Nome mitológico que significa deus da caça
Gyuri: Do grego: Agricultor
Lykourgos: "caçador de lobos"
Odoacro: "protetor dos bens"

1. lembrando que psicólogo ainda não existia, e eu prefiro deixar Kalléu mexer com isso que ele gosta.

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Algumas vezes nos deparamos com histórias inusitadas que costumamos ouvir dos outros. A surpresa vem quando estas histórias acontecem em nossa própria vida. Certamente, na maioria destes casos, não estamos preparados para agir da melhor forma em tais acontecimentos.
Alguma vez alguém já te fez uma pergunta dentro de uma afirmação? Tenho certeza que já, e digo o porquê: Toda afirmação é uma pergunta sem interrogação, já que ela carrega a pergunta dentro de si. Sendo assim, além de responder às perguntas, precisamos responder às afirmações! Necessitamos de responder às mentiras que se dizem verdades, aos insultos disfarçados de elogios, às maldições que se parecem com bençãos ao que nos incomoda e ao que nos acomoda. Uma afirmação sempre se transforma numa pergunta porque temos que reagir a ela. É uma questão, pois precisamos refletir sobre ela. Esse é o princípio do diálogo.
Uma vez, um jovem pregador afirmou para mim que a teologia é boa para podermos falar do evangelho às pessoas mais informadas e cultas, como universitários, altos empresários, políticos e outros que representem as natas na sociedade de modo geral. Isso pra mim soou como uma pergunta: Por que estou fazendo teologia?
(Grilinhos sonoros ao fundo)
Hoje respondo: Não fazemos teologia somente para “pescar os peixes grandes” que estão no mar do pecado. Isto faria da teologia algo tão pequeno que não valeria a pena estudá-la. Fazemos teologia para entender aqueles que ninguém quer entender, buscando quem ninguém quer buscar, enquanto mergulhamos no oceano mais profundo e perigoso, só para dar as gotas mais puras para aqueles que tem sede. O verdadeiro teólogo é aquele que consegue processar conceitos complexos a fim de investigar o que deve ou não ser dito e feito. Teologia sem prática é um belo vaso cheio de vento. Teologia sem comunhão com Deus é um microscópio eletrônico quebrado. Teologia sem amor ao próximo é o saber mais omisso do mundo. Mas se a nossa Teologia tiver todas essas coisas, ela mesma será a manifestação de Deus em nossas vidas.

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D edinhos digitadores de digitais deixadas distantes.
A parecem amáveis afagos alusos ao álibe.
C omeçam coçando costas cascudas.
T erminam tentando topar tudo tanto,
Q ue querem querer quebrar quelerantes, quando
J untos já jogam joças juntinhas
C oisas caindo célebres com calma
L adeam lugares lotados lá longe
N unca nenhuma nuvem no nada nadou
S em saber se se separava, se separou
E ntenda enquanto endosso eloquência
T entando tapar toda transparência

S e saem sobras subseqüentes sem sentido
Q uando brinquei de escrever, isso só tem a ver comigo
C omeçando as palavras com as mesmas iniciais
F oi divertido escrever frases anormais.

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Os momentos em que o líder-mor da famigerada instituição retornava de suas costumeiras viagens sempre pareciam ser os mais perfeitos. Dessa vez, sua chegada foi mais que providencial. Os problemas que requisitavam sua liderança não lhe eram estranhos, mais eram perigosos caso não fossem tratados com diligência.
Naqueles dias de inverno, as inimizades trouxeram um pouco de calor à “sociedade”.
Havia um grupo de ex-guerreiros de todo o Oriente que a “sociedade” contratou para acalmar os ânimos dos discípulos mais “animados”. Eles eram chamados na “sociedade” “pacificadores”, homens bem aventurados e de renome pelos seus atos de heroísmo contra as revoltas populares dos camponeses das terras altas (conforme o que se conta hoje pelos clérigos). Alguns mercadores que vieram do entreposto comercial que ficava na cidade portuária de Letárgia acharam que a “sociedade” era uma ótima oportunidade de lucrar. Diferentemente do semi-príncipe, eles vieram de perto, e sua moeda valia muito na “sociedade”. Mas o problema foi sério quando tentaram enganar um cliente chamado Adonis.
Lá estavam eles, os dois irmãos mercadores de Letárgia, Adonis das terras médias e o líder-mor, discutindo sobre um par de sandálias de couro...
- O que acham de começar a me contar as histórias? Disse o grande mestre.
Os astutos comerciantes coçavam suas barbas enquanto olhavam confiantes para seu condiscípulo irritadiço. – Nós estamos certos e ele está errado. Nada além disso! Quase que simultaneamente, Adonis levanta de seu assento e parte de punhos fechados para atacar os dois irmãos. O líder-mor levantou suavemente sua voz, e de forma impressionante, parou aquela tentativa de homicídio sem nenhum esforço físico. Adonis sentou-se novamente com o comando de seu mestre recém-chegado do entreposto.
- Visitei o tio de vocês em minha última viagem. Vocês sabem que ele já não consegue manter o negócio da família desde que seus pais morreram.
Ao ouvir isso, direcionaram o mesmo olhar confiante e impetuoso para o líder-mor. Eles estavam curiosos quanto as cicatrizes que se desenhavam sobre seu corpo.
O mestre então se recostou sobre o assento e começou a contar histórias de um passado distante para seus três alunos...
Estudar o passado nos possibilita viver um presente que nos possibilitará um futuro que não nos furte a vida.

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Ouvi dizer que os povos das terras médias tem costumes tão estranhos que não se ousava nomear. O medo pairava ao redor dos que os cercavam.
Conta-se que uma certa vez um homem de lá matou um leão com as próprias mãos, só por diversão. Adonis era um deles. Saqueou alguns ladrões que tentaram roubar-lhe no caminho. Ninguém sabe ao certo o que ele veio fazer na “sociedade”. Seus maiores defeitos lhe antecederam a chegada, então ele ganhou um alojamento particular. Como não poderia ter armas na “sociedade”, não lhe foi muito vantajoso.
O clima estava frio naquele ano. Nuvens espessas pintavam o céu de cinza quase todos os dias. Eligenos, que veio das terras altas, possuia uma vinha no seu país, mas não pode pensar em plantar nada do que queria naquele período. Por incrível que pareça, ficou muito amigo de Adonis e disse que iria ensinar-lhe as artes do campo, enquanto este prometeu Eligenus que lhe mostraria técnicas de espada. – Os braços ficam fortes se você treinar isso todo dia. Disse Adonis.
Os mestres um dia também foram discípulos. Assistiam seus discípulos como a uma peça de teatro repetida (às vezes comédia, às vezes tragédia). A “sociedade” ensinava quase tudo, até mesmo a arte da guerra, que já se encontrava um pouco desprivilegiada. O problema é que os mestres ensinavam tudo de um jeito muito diferente das escolas do Oriente, tão famosas e tradicionais.
O semi-príncipe que chegou em sua comitiva jogou seu dinheiro no lixo, já que não era útil deixá-lo no alojamento apertado e ocupando espaço. O jovem rico não poderia usá-lo na “sociedade” mesmo! (como os valores se transformam!) Porém, o dinheiro que trouxe em moedas nunca se compararia às artes políticas que estava para aprender naquele lugar.
O famoso líder da “sociedade” chegou de viagem...

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Tenho andado meio preocupado com o rumo que nossas compreensões tem tomado a respeito daquilo que há de mais grave dentre as mazelas do homem. Isso porque o nosso pensamento sobre qualquer coisa define a posição que tomamos em relação à mesma. Assim sendo, temo que estejamos coando um mosquito e engolindo um camelo, enquanto deixamo-nos superar por uma visão deturpada da existência humana.

Imediatamente depois que a ética é sacrificada no altar do “moralismo”, deixamos de enxergar o tipo de comportamento que mais aproxima o homem de Satanás: a maldade. Para embasar tal afirmativa, trago um conceito pessoal de maldade, que seria “o anti-amor”. Não posso conceber que a ela seja uma ação em si, mas uma motivação que traz a tona o mal. A maldade marca presença toda vez que uma pessoa prejudica a outra intencionalmente, o que pode ser uma ação má, uma omissão em fazer o bem ou um simples pensamento. De acordo com que penso, o maior agravante do pecado acaba sendo, invariavelmente a motivação, e essa ninguém conhece a não ser o próprio dono.

Quando Jesus fez sua re-leitura da Lei, demonstrou que o pecado é concebido sem a necessidade de um ato corpóreo “Mt 5:28”. Em toda a Bíblia, não encontramos nenhuma ação considerada pecaminosa sem a participação da mente no processo. Já não podemos dizer o mesmo do corpo, que sozinho não peca. Pois bem, se alguém for maldoso e moralista, será bem aceito por quase todas as pessoas, que dirá se esse alguém for inteligente. Será aclamado como um rei! Esta é a falsa lógica dos religiosos ainda no século XXI: moralismo = santidade.

Não digo que devemos abolir os valores morais. Mas também não podemos colocá-los no mais alto dos céus enquanto desprezamos a importância da misericórdia, do perdão, da benignidade, da humildade e da mansidão, ou seja, do amor em sua esfera mais ativa. Também digo que o pecado é sempre falta de amor, por Deus, por si mesmo ou pelo outro. Tenho observado que as pessoas que pecam contra si mesmas através de vícios são mais taxadas de pecadoras do que as que pecam contra os outros e promovem o mal. Chegamos então à seguinte questão: O que pesa mais na balança de Deus, falta de domínio próprio ou falta de amor com os outros?

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Indefinição é a coisa mais certa que podemos esperar de nossos dias. Tudo o que é previsível, pode se tornar imprevisível em instantes.

É previsível que uma torre não caia em cima da cabeça de sete homens. É previsível que uma bala perdida não te atinja essa semana, e que o seu carro continue sendo seu até você resolver vendê-lo, Mas... Diremos que o contrário é impossível?

É muito difícil falar que se está preparado para tudo na vida, pois ela está impregnada de “algo” que as pessoas ousam ter o mau costume de nomear. Eu não ouso... Alguns chamam esse “algo” de sorte e outros o chamam de destino. Alguém já disse que estamos entregues ao acaso. Uns explicam que Deus definiu tudo desde o começo, sem que o homem tenha uma chance de fazer o que acha melhor de sua vida.

É bom começar a chamar pela justiça. Ela é bem capaz de resolver esse problema... Todos poderiam ter chances iguais para alcançar seus objetivos. Nasceriam na mesma condição social, teriam a mesma renda, seriam igualmente bonitos e teriam acesso à mesma qualidade de educação. Igualdade e equilíbrio perfeito de condições. Todos teriam tudo o que merecem. Pagariam se cometessem crimes e seriam recompensados pelo bem que fizessem.

Uma simetria total da existência, SE NÃO FOSSE o fato de todos serem diferentes uns dos outros, portanto, precisam ter vidas diferentes. Creio que a condição mais básica para a existência do homem é a individualidade.

Se você estiver querendo uma justiça perfeita aqui nessa vida, saiba que o pré-requisito é a extinção da liberdade de todos os seres. Então tudo será justo, eliminado todo caos e todas as injustiças que pegam carona nas opções que os homens fazem... Que triste... A vida virando uma equação matemática, perdendo toda a complexidade, cabendo numa folha de papel. Morreria a vida para dar lugar a alguma outra coisa que Deus não quis criar...

Sorte, providência divina, recompensa, castigo, acaso, azar, predestinação, perdão e justiça. Junte cada uma dessas coisas e explique onde começam e terminam, se existem ou não. Amanhã mesmo você muda de idéia.

Nunca merecemos ter sido gerados, nem receber o que recebemos. O parente falecido, os amigos que foram embora, a saudade no peito, a juventude que virou velhice e o tempo que se foi. Nada disso é perda, se pensarmos que nada tínhamos e tudo isso um dia nos foi dado. Assim, reclamamos do que deveríamos agradecer.

É... eu também..

I Tessalonissenses 5:18: Em tudo daí graças, pois essa é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco... Pense nisso.

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A visão é o agente mediador entre nós e tudo o que existe. Somos todos expectadores e atores no grande espetáculo da vida, e já estamos no meio do show. Talvez alguém não saiba, mas a palavra inglesa “show” significa mostrar, e toda demonstração é uma opção de mostrar e, ao mesmo tempo, esconder. Sabe por que? Por causa de uma coisa chamada perspectiva, ou seja, ponto de vista. O livro de Eclesiastes 1:8 diz que os olhos nunca se cansam de ver. Posso dizer que isso se deve ao fato de que os olhos sempre mudam de lugar.

Não quero que ninguém se decepcione com os olhos que tem. Vale lembrar: Não podemos ver tudo o que olhamos. (Confuso não?)

Alguém aí já viu um átomo? A cor dos olhos de uma formiga? Mas são coisas que passam diante de nós todos os dias. Bom, hoje ou amanhã podemos visitar um belo jardim, e admirá-lo fazendo uso dos sentidos. Poderemos ver tudo e ao mesmo tempo não ver quase nada. Leve uns cinco colegas para fazer companhia. Observando tudo, juntos não verão quase nada, mesmo com 12 olhos, porque seus olhos naturais são muito panorâmicos.

Será que as questões humanas não são assim? Estamos com um sério problema, que está em escolher entre panorâmico e específico, macro e micro, geral e particular. Nesse sentido, precisamos nos libertar do panorâmico, que não nos deixa ver a riqueza do micro, do pequeno, às vezes inexpressivo diante de olhos tão grandes.

Quando julgar, cuidado com seus olhos, eles enganam, podem estar sendo panorâmicos demais, perdendo detalhes, desprezando o micro que está no macro.

Pense nisso, Deus está olhando para nós agora. Ele está usando uma lupa, e ai de nós se não fosse a lupa!!

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Acordei de manhã… Ahhh como o travesseiro é fofo… mas cadê a epiderme?
Minha barba tá um pouco rala, a boca amargando. Sol nascente, parte faltante, dor no lado (Genesis 1?). Meu pensamento voa longe, trazendo alguém pra perto.
A saudade é interessante. Atualiza o passado, imaginando o futuro, não quer saber do presente. Quando chega a mim o presente é de grego.
O café nunca vai parecer ter açucar, a boca não se contenta com uma escova de dentes.
Quero repetir ações que me consumam esses pensamentos. Movimentos do corpo para aliviar a alma. Expressões inexpressivas, atividades anexas, dia-à-noite, dia de novo, nada de novo…
Me acho perdido, a bússola eu já tenho. Alguém a quilômetros daqui me deu sem cobrar!
Estou tentando me reeditar, ejetar idéias de minha cabeça e sentimentos dolorosos do meu coração. Rodeado de tantas águas, queria beber alguns goles de mares doces bem distante de meus olhos.
É bom estar atentos para não transformarmos os nossos dias em uma sala de espera, e sim de esperança, pois ela em Deus nos dá resistência diante dos dias comedores de homens. Melhorei um pouco…
Céu cinzento, até que estou legal, o silêncio morreu quando começou a gritar impaciente pelos corredores comunitários da vida, virou barulho, que estava escondido na falta dos decibéis. Lembrei los cabelos macios. dos traços suaves de um divino lápis, o ar está mais leve? Ou foram meus pés que deixaram seu habitat natural?¹
Estou lembrando... Moça moreninha, jeitos de menina sabida. Que gestos doces! Pareçem pétalas de cerejeira que o vento tirou pra dançar. Ela é linda...
Estou bem melhor agora.

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¹ chão

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Prólogo
Em algum lugar no tempo e no espaço, a Terra conheceu um monte de ilustres moradores de vários lugares do mundo. Estes homens necessitavam muito de se deslocar para um lugar onde o saber habitava (interessante como o saber se muda de um lugar para o outro com freqüência).
Munidos da “armadura mental” própria de cada um (aprender pode ser perigoso, aprenda com moderação), eles foram atrás de seu interesse. Alguns tinham ideais nobres, outros nem tanto. Enfim, pararam no mesmo lugar... Lá, os mestres os colocaram em uma cabana meio que apertada, o que proporcionava, a princípio, uma leve tensão relacional. (Ninguém é tão transparente que não precise de privacidade e ninguém é tão privativo que não queira se socializar).
Os que vieram das terras altas gostavam muito de agricultura, foram para a “sociedade” querendo mais conhecimento sobre as coisas o campo. Bem, na “sociedade” tinha uma horta que preencheu um pequeno espaço vazio. Perguntaram: aqui não tem multicultura? Tanta terra nesse lugar!! Sem se plantar não se pode colher. (ouviram isso em algum lugar?)
Os que vieram do entreposto comercial mais próximo trouxeram umas bugigangas que diziam ser baratas, mas elas não serviram pra ninguém... Eles ficaram horrorizados que alguém pudesse vivem sem aquelas coisas tão “essenciais”. (Um tempo depois, o advento da propaganda resolveu isso)
Quem veio sozinho teve muitos problemas... Uns vieram de jumento, hospedando-se nas estalagens do caminho. (uns trocados para os salteadores) Teve um cara que foi trazido numa comitiva, digna de príncipe, só mais um rico. O pessoal logo gostou das coisas que ele tinha e fizeram amizade com elas. Ele tinha uma mochila que jamais poderia carregar sozinho. A “sociedade” arrumou um bom lugar para as preciosidades dele (quem mandou trazer tudo isso? Ele acha que tem dez guarda-roupas aqui?). Era um cidadão de muito azar, trouxe bastante dinheiro de uma moeda que não valia nada na “sociedade”. Ele não veio sozinho mais acabou ficando...
Os mestres já eram acostumados com os problemas que chegavam de toda parte do mundo (pessoas são problemas sérios para outras pessoas. São estranhos cuidando de estranhos), os problemas começaram a se apresentar e a fazer amizade...
O homem é como uma prateleira cheia. Tem que esvaziar para encher.

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A sede de conhecimento não pode ser chamada de defeito, mas...
O suplício dos que conhecem é entender cada vez mais e mais que as coisas não são do seu jeito, e, geralmente, aprender é descobrir mais uma vez que se está errado. É corrigir enganos. Suscitar em si mesmo arrependimento (do grego metanóia = mudança de mente). Noto que a sabedoria e o sofrimento são parentes próximos.
Quando explicamos fazemos o que? Administramos o conhecimento. Moldamo-lo no recipiente de nossas palavras. (e nem sempre cabe né?) Explicação é o conhecimento na sua forma mais comprimida, quando este sai da dimensão livre e solta do imaginário para chegar ao problemático vale da linguagem. E as palavras sempre viajam muito, passam por muitos lugares até chegar ao entendimento de quem escuta. Quando ouve, interpreta, reflete, pensa na melhor aplicação que puder.
As pessoas reproduzem as explicações numa brincadeira de telefone sem fio que não tem fim. E quem já brincou disso sabe como é que termina. Todos os que brincam de falar e escutar, sofrem, duvidam, dão a luz a idéias, enquanto abortam outras.
Vamos então explicar o sofrimento... ele vai diminuir? Certo... Vamos explicar a morte... ela vai viver? Que tal explicar a diferença entre mal e bem?... Quem não confundiria um com outro em algum momento?
É por isso que Deus gosta fazer a gente entender as coisas no silêncio... Ele usa um artifício muito bom chamado “experiência de vida”.
Ande um pouco com Deus. Você vai entender muita coisa, e não vai precisar de tanta explicação.

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QUE NADA!! A pergunta é: O que o amor faz com a gente.

Somos o que? Seres que amam, e eis o combustível da vida: um litro de amor pode fazer alguém correr o mundo.
Todos tem uma paixão, alguns amam o dinheiro e suspiram pelas cédulas, outros amam a fama e querem todos os olhos, outros até acham que amam alguém, mas eles amam ser amados, isso sim.
Amor é mais dar do que receber. É só querer plantar se alguém for colher. É dor de estar longe e vontade de estar perto. É perceber o peso esmagador do tempo, enquanto algemado pelos quilômetros!! Como é difícil amar à distância, se a gente odeia a distância!!


Você pode amar qualquer coisa na vida, ou até na morte, pode viver por uma ou por outra, mas se não ama nada, isso que bate no seu peito não é um coração, é um relógio, um dia peça pra alguém sentir o tic-tac, nem acelera nem retarda. Mas o coração de quem ama antecipa e tarda. É compasso descompassado o coração de quem ama, improviso desvoluntário, narrativa soluçante, véu esvoaçante, dança de mil passos, música linda, sem pé nem cabeça. Porque amor não tem forma, é pura surpresa!!


É por isso que o amor é o co-fundador o universo... e é por isso que ninguém pode entender nenhum dos dois.



(I João 4:8) “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.”

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Diante de todo o repertório de frustrações de um ser humano, surge a necessidade de uma auto-afirmação. Seja este alguém catedrático (uma vez me chamaram disso), ou não. Os blogs constituem assim um ótimo refúgio daqueles que querem ser ouvidos com os olhos, enquanto gritam suas idéias pelo teclado (com Caps lock e negrito).

Um lindo dia eu disse para mim mesmo: "Lucas, vai escrever um blog vai!" Respondi para mim mesmo que era uma ótima idéia. Minha decisão não teve a pretensão de destronar os grandes blogueiros do Brasil, cheios de seguidores. Mas se acontecer, eu tenho culpa??? (o teclado digitou a última expressão sozinho).
Falando sério agora, quero agradecer a todos os que me inspiraram a tomar esta iniciativa de dedicar algumas de minhas horas livres a escrever algo que seja interessante para alguém ler.
Graças a Deus que a comunicação não tem rédeas.

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