Prólogo
Em algum lugar no tempo e no espaço, a Terra conheceu um monte de ilustres moradores de vários lugares do mundo. Estes homens necessitavam muito de se deslocar para um lugar onde o saber habitava (interessante como o saber se muda de um lugar para o outro com freqüência).
Munidos da “armadura mental” própria de cada um (aprender pode ser perigoso, aprenda com moderação), eles foram atrás de seu interesse. Alguns tinham ideais nobres, outros nem tanto. Enfim, pararam no mesmo lugar... Lá, os mestres os colocaram em uma cabana meio que apertada, o que proporcionava, a princípio, uma leve tensão relacional. (Ninguém é tão transparente que não precise de privacidade e ninguém é tão privativo que não queira se socializar).
Os que vieram das terras altas gostavam muito de agricultura, foram para a “sociedade” querendo mais conhecimento sobre as coisas o campo. Bem, na “sociedade” tinha uma horta que preencheu um pequeno espaço vazio. Perguntaram: aqui não tem multicultura? Tanta terra nesse lugar!! Sem se plantar não se pode colher. (ouviram isso em algum lugar?)
Os que vieram do entreposto comercial mais próximo trouxeram umas bugigangas que diziam ser baratas, mas elas não serviram pra ninguém... Eles ficaram horrorizados que alguém pudesse vivem sem aquelas coisas tão “essenciais”. (Um tempo depois, o advento da propaganda resolveu isso)
Quem veio sozinho teve muitos problemas... Uns vieram de jumento, hospedando-se nas estalagens do caminho. (uns trocados para os salteadores) Teve um cara que foi trazido numa comitiva, digna de príncipe, só mais um rico. O pessoal logo gostou das coisas que ele tinha e fizeram amizade com elas. Ele tinha uma mochila que jamais poderia carregar sozinho. A “sociedade” arrumou um bom lugar para as preciosidades dele (quem mandou trazer tudo isso? Ele acha que tem dez guarda-roupas aqui?). Era um cidadão de muito azar, trouxe bastante dinheiro de uma moeda que não valia nada na “sociedade”. Ele não veio sozinho mais acabou ficando...
Os mestres já eram acostumados com os problemas que chegavam de toda parte do mundo (pessoas são problemas sérios para outras pessoas. São estranhos cuidando de estranhos), os problemas começaram a se apresentar e a fazer amizade...
O homem é como uma prateleira cheia. Tem que esvaziar para encher.

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