Os momentos em que o líder-mor da famigerada instituição retornava de suas costumeiras viagens sempre pareciam ser os mais perfeitos. Dessa vez, sua chegada foi mais que providencial. Os problemas que requisitavam sua liderança não lhe eram estranhos, mais eram perigosos caso não fossem tratados com diligência.
Naqueles dias de inverno, as inimizades trouxeram um pouco de calor à “sociedade”.
Havia um grupo de ex-guerreiros de todo o Oriente que a “sociedade” contratou para acalmar os ânimos dos discípulos mais “animados”. Eles eram chamados na “sociedade” “pacificadores”, homens bem aventurados e de renome pelos seus atos de heroísmo contra as revoltas populares dos camponeses das terras altas (conforme o que se conta hoje pelos clérigos). Alguns mercadores que vieram do entreposto comercial que ficava na cidade portuária de Letárgia acharam que a “sociedade” era uma ótima oportunidade de lucrar. Diferentemente do semi-príncipe, eles vieram de perto, e sua moeda valia muito na “sociedade”. Mas o problema foi sério quando tentaram enganar um cliente chamado Adonis.
Lá estavam eles, os dois irmãos mercadores de Letárgia, Adonis das terras médias e o líder-mor, discutindo sobre um par de sandálias de couro...
- O que acham de começar a me contar as histórias? Disse o grande mestre.
Os astutos comerciantes coçavam suas barbas enquanto olhavam confiantes para seu condiscípulo irritadiço. – Nós estamos certos e ele está errado. Nada além disso! Quase que simultaneamente, Adonis levanta de seu assento e parte de punhos fechados para atacar os dois irmãos. O líder-mor levantou suavemente sua voz, e de forma impressionante, parou aquela tentativa de homicídio sem nenhum esforço físico. Adonis sentou-se novamente com o comando de seu mestre recém-chegado do entreposto.
- Visitei o tio de vocês em minha última viagem. Vocês sabem que ele já não consegue manter o negócio da família desde que seus pais morreram.
Ao ouvir isso, direcionaram o mesmo olhar confiante e impetuoso para o líder-mor. Eles estavam curiosos quanto as cicatrizes que se desenhavam sobre seu corpo.
O mestre então se recostou sobre o assento e começou a contar histórias de um passado distante para seus três alunos...
Estudar o passado nos possibilita viver um presente que nos possibilitará um futuro que não nos furte a vida.

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3 comments to “O mito da sociedade alternativa Cap 2”

  1. Muito interessante Lucas, estou gostando de acompanhar suas postagens! Continue o seu mito pois pretendo saber o final

  1. Valeu meu santo. A parte teológica da história vem logo no prócimo episódio.

  1. £ cada vez mais curioso... -.o